Você sabia que o Brasil é o maior mercado de agrotóxicos do mundo? Com significativos 16% do mercado mundial de defensivos agrícolas ocupamos mais este primado no cenário mundial. Me maravilha que ninguém no horário político cite este detalhe, só o fantástico crescimento do campo, como se tudo fosse uma maravilha.
Só em 2009 a indústria de defensivos faturou algo como 8 bilhões de dólares pelas 780 mil toneladas de agrotóxicos vendidos no Brasil. Um mercado assim promissor, faz sim que as empresas mais importantes do setor concentrem suas vendas por estas plagas.
De recente, a ANVISA propôs-se a atualizar as avaliações de 13 agentes, boa parte deles já proibidos em lugares mais ou menos civilizados, da UE à Nigéria.
Estes agentes, em nosso meio, são a causa de morte de muitos trabalhadores rurais, sem falar em outras patologias crônicas sub-notificadas e sub-diagnosticadas relacionadas à esta exposição.
Frente à disposição da Anvisa de reavaliar produtos como Gramoxone, Paraquat, Tamaron, Mancozeb, Monocrotfos, Folidol, Malation e Decis, o Sindicato das Indústrias de Defensivos Agrícolas recorreu ao Judiciário, solicitando que não sejam publicados os resultados das reavaliações. Houveram também tentativas de proibir os estudos da Anvisa que verificavam a segurança destas substâncias e suas formulações comerciais.
O próprio Ministério da Agricultura inclusive, opôs-se ao papel fiscalizador e normativo da Vigilância Sanitária, pretendendo ser o único responsável pelo registro (e avaliação de segurança) destes produtos sem nem sequer levar em consideração o conflito de interesses evidente.
O que ninguém leva em conta é que os resíduos destes agentes contaminantes acabam no prato do consumidor, na água, enfim, acabam em nós.
Já escrevemos várias vezes sobre os efeitos destas substâncias neste blog. Quem tiver curiosidade, por favor, veja no índice na barra ao lado.
Desde o início do Programa de Fiscalização de Resíduos nos Alimentos iniciado no início da década, sempre encontrou-se um percentual bastante elevado de resíduos de agrotóxicos nos alimentos, e em cerca de pouco mais de 17% deles, índices de resíduos acima do permitido, em especial nas culturas de tomate, morango e alface, mas também na batata, brócolis, amendoim, couves, feijão, pimentão, repolho, melão, amendoim, entre outras.
Assim, da próxima vez que você comer a sua saladinha, ou hortaliças, ou cereais, pensando estar fazendo algo de bom para a sua saúde, lembre-se de cobrar uma posição dos orgãos normativos. Algo que se comprometa seriamente com a saúde de todos, em especial, com a de nossos filhos.
E enquanto isto não acontece, arrume um cantinho para fazer sua horta orgânica.
Para discutir "body burden", disruptores hormonais, contaminação química ambiental e outras "cositas más"... Para desabafar, falar da vida, de qualidade de vida, de sobrevivência. Para falar de beleza, de limpeza,de saúde, de futuro com quem realmente se importa.
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Moda sustentável
Apesar de ultimamente ter reduzido o ritmo, tenho visto muito nas mídias a questão da "moda sustentável". Talvez por conta das semanas de moda das capitais. Mas, refletindo com um espírito crítico, também vejo que não há um consenso sobre o que isto realmente signifique. Então pensei em dissecar um pouquinho o termo e assim obter elementos objetivos para avaliar o que isto seja realmente.
Para começar, moda é uma palavra referenciada à estatística, uma medida de dispersão, ou seja, a moda é o valor em uma amostra que detém o maior número de incidências, o valor mais frequente, ou seja, se em um grupo qualquer de 100 indivíduos, a maioria deles veste cueca verde de bolinhas roxas na cabeça, isto é moda. Então, de conseguinte, moda é o que você observa com maior frequência na população e não exatamente o que nos dizem os estilistas do momento.
Vamos então imaginar que cada estilista quando propõe cuecas verdes como boinas, a coisa ainda não é moda. Na verdade é somente uma aspiração a que aquilo que ele propõe se torne uma coisa usada por todos, consequentemente moda. Mas se você der uma circulada em pontos da cidade de grande afluência e observar as pessoas registrando o modo como elas se vestem, as coisas mais comuns serão moda.
Moda, portanto, não significa bom gosto.
Pensando assim, a moda verdadeira é aquela básica, de todos os dias, aquela que você, eu e todas as pessoas usamos. O que diferencia a moda é a população observada. Digamos que se você for um médico no centro cirúrgico, a moda é o lindíssimo pijamão com o avental cirúrgico como complemento, devidamente assessoriado por gorros, máscaras e luvas, mas que o outfit descrito, se aplicado a população no metrô da estação Tietê simplesmente seria igual ao ET em desfile.
Assim a função, o horário, o ambiente e o contexto, influenciam o que seria moda. Logo, você é quem faz a sua moda, de acordo com o seu perfil. Basta escolher a que população ou tribo, você pertence.
Sustentável é outro termo aparentemente singelo mas que esconde uma infinidade de armadilhas. Assim, termo muito adequado para exploração no marketing: algo complexo que ninguém saber exatamente o que é e que pode ser usado de tantas formas até prova em contrário.
Sustentável, instintivamente é algo que se mantém em pé, que se mantém ao longo do tempo.
Uma casa pode ser sustentável porque está em pé e não vai cair, pelo menos até que a montanha desabe sobre ela, o rio a invada ou um terremoto devastante ou outra catástrofe a coloquem no chão. Mas isto tem algo a ver com o discurso? Não. A mesma casa pode ter um consumo energético imenso. Então, sustentabilidade é uma palavra sem significado.
Se você considerar que sustentável é algo que não interfere com o ambiente, então este é um absurdo ainda maior, pois TUDO o que fazemos exige um custo energético e ambiental. É importante ter isto claro em mente.
Assim o perfeito não existe e sabendo disso vamos ao ponto que realmente vale:
a relação custo x benefício.
A moda sustentável, assim como qualquer outra opção de consumo deve ser pautada por uma séria avaliação do custo x benefício.
Sustentável é algo que vai diminuir o seu custo para que esta coisa exista.
Entenda-se custo, não como o preço final que você paga por um bem ou produto, mas o quanto este produto usou de recursos físicos, químicos e biológicos para existir e também para desaparecer.
Colocando a coisa em termos práticos:
Fibras naturais x fibras sintéticas: ambas podem ser uma escolha adequada, de acordo com o uso que você faz do produto. Importante é ter em mente que nem sempre um produto "natural" é o menos agressivo ou o que representa uma opção cujo custo ambiental seja menor.
Preço baixo x caro: nem sempre o preço espelha a qualidade do produto. Procure por qualidade. É melhor comprar uma camiseta básica, ainda que mais cara, mas que durará 10 anos do que uma mais barata que durará 10 meses.
Fashion x clássico: neste caso o clássico dá um banho, pois representa uma escolha duradoura, que com pequenas variações poderá se apresentar diferentemente. Isto vale para todas as instâncias, ambientes e estilos. Optar por peças de bom corte, de bom tecido, de qualidade.
Muito x pouco lixo: é evidente que um produto que deixe menos resíduos após sua vida útil é melhor que outro que não possua estas características. Cabe lembrar também que quanto menos etapas contaminantes no período de fabricação deste ítem, melhor o ítem.
Lembre-se de perguntar-se se o ítem que você compra é mesmo necessário. Muitas vezes você vai descobrir que não é. Questione se o produto vai trazer algum real benefício para a sua vida, se vai melhorar a sua existência e a sua experiência de viver, se traz benefícios reais para a sua saúde, para todos os que lhe rodeiam.
Nada nem ninguém é perfeito ou absoluto, mas se exercitássemos um pouquinho mais nossa crítica diante de cada experiência de compra, sem dúvida reduziríamos significativamente os excessos.
Eu imagino que deslizes consumistas não são apanágio só de alguns na sociedade construída sobre um mecanismo onde a economia e a ecologia parecem não coexistir na mesma casa, onde embora da mesma família, parecem irmãos discutindo pela cor da bola que papai trouxe. Urge criar uma estrutura econômica que favoreça esta cultura da conservação, onde novas funções e novos serviços possam ser criados de fato levando em conta os valores e os custos globais de cada coisa. Precisamos reeducar nossos impulsos "comprísticos", pois sejamos honestos, eles ocorrem.
Ah, moda sustentável não é desfilar equilibrando-se em saltos em passarelas de painéis solares. Moda sustentável é ser equilibrado, escolher produtos duráveis e de qualidade, na justa quantidade para suprir suas necessidades.
Lembrem-se, quem faz a moda são vocês.
Para começar, moda é uma palavra referenciada à estatística, uma medida de dispersão, ou seja, a moda é o valor em uma amostra que detém o maior número de incidências, o valor mais frequente, ou seja, se em um grupo qualquer de 100 indivíduos, a maioria deles veste cueca verde de bolinhas roxas na cabeça, isto é moda. Então, de conseguinte, moda é o que você observa com maior frequência na população e não exatamente o que nos dizem os estilistas do momento.
Vamos então imaginar que cada estilista quando propõe cuecas verdes como boinas, a coisa ainda não é moda. Na verdade é somente uma aspiração a que aquilo que ele propõe se torne uma coisa usada por todos, consequentemente moda. Mas se você der uma circulada em pontos da cidade de grande afluência e observar as pessoas registrando o modo como elas se vestem, as coisas mais comuns serão moda.
Moda, portanto, não significa bom gosto.
Pensando assim, a moda verdadeira é aquela básica, de todos os dias, aquela que você, eu e todas as pessoas usamos. O que diferencia a moda é a população observada. Digamos que se você for um médico no centro cirúrgico, a moda é o lindíssimo pijamão com o avental cirúrgico como complemento, devidamente assessoriado por gorros, máscaras e luvas, mas que o outfit descrito, se aplicado a população no metrô da estação Tietê simplesmente seria igual ao ET em desfile.
Assim a função, o horário, o ambiente e o contexto, influenciam o que seria moda. Logo, você é quem faz a sua moda, de acordo com o seu perfil. Basta escolher a que população ou tribo, você pertence.
Sustentável é outro termo aparentemente singelo mas que esconde uma infinidade de armadilhas. Assim, termo muito adequado para exploração no marketing: algo complexo que ninguém saber exatamente o que é e que pode ser usado de tantas formas até prova em contrário.
Sustentável, instintivamente é algo que se mantém em pé, que se mantém ao longo do tempo.
Uma casa pode ser sustentável porque está em pé e não vai cair, pelo menos até que a montanha desabe sobre ela, o rio a invada ou um terremoto devastante ou outra catástrofe a coloquem no chão. Mas isto tem algo a ver com o discurso? Não. A mesma casa pode ter um consumo energético imenso. Então, sustentabilidade é uma palavra sem significado.
Se você considerar que sustentável é algo que não interfere com o ambiente, então este é um absurdo ainda maior, pois TUDO o que fazemos exige um custo energético e ambiental. É importante ter isto claro em mente.
Assim o perfeito não existe e sabendo disso vamos ao ponto que realmente vale:
a relação custo x benefício.
A moda sustentável, assim como qualquer outra opção de consumo deve ser pautada por uma séria avaliação do custo x benefício.
Sustentável é algo que vai diminuir o seu custo para que esta coisa exista.
Entenda-se custo, não como o preço final que você paga por um bem ou produto, mas o quanto este produto usou de recursos físicos, químicos e biológicos para existir e também para desaparecer.
Colocando a coisa em termos práticos:
Fibras naturais x fibras sintéticas: ambas podem ser uma escolha adequada, de acordo com o uso que você faz do produto. Importante é ter em mente que nem sempre um produto "natural" é o menos agressivo ou o que representa uma opção cujo custo ambiental seja menor.
Preço baixo x caro: nem sempre o preço espelha a qualidade do produto. Procure por qualidade. É melhor comprar uma camiseta básica, ainda que mais cara, mas que durará 10 anos do que uma mais barata que durará 10 meses.
Fashion x clássico: neste caso o clássico dá um banho, pois representa uma escolha duradoura, que com pequenas variações poderá se apresentar diferentemente. Isto vale para todas as instâncias, ambientes e estilos. Optar por peças de bom corte, de bom tecido, de qualidade.
Muito x pouco lixo: é evidente que um produto que deixe menos resíduos após sua vida útil é melhor que outro que não possua estas características. Cabe lembrar também que quanto menos etapas contaminantes no período de fabricação deste ítem, melhor o ítem.
Lembre-se de perguntar-se se o ítem que você compra é mesmo necessário. Muitas vezes você vai descobrir que não é. Questione se o produto vai trazer algum real benefício para a sua vida, se vai melhorar a sua existência e a sua experiência de viver, se traz benefícios reais para a sua saúde, para todos os que lhe rodeiam.
Nada nem ninguém é perfeito ou absoluto, mas se exercitássemos um pouquinho mais nossa crítica diante de cada experiência de compra, sem dúvida reduziríamos significativamente os excessos.
Eu imagino que deslizes consumistas não são apanágio só de alguns na sociedade construída sobre um mecanismo onde a economia e a ecologia parecem não coexistir na mesma casa, onde embora da mesma família, parecem irmãos discutindo pela cor da bola que papai trouxe. Urge criar uma estrutura econômica que favoreça esta cultura da conservação, onde novas funções e novos serviços possam ser criados de fato levando em conta os valores e os custos globais de cada coisa. Precisamos reeducar nossos impulsos "comprísticos", pois sejamos honestos, eles ocorrem.
Ah, moda sustentável não é desfilar equilibrando-se em saltos em passarelas de painéis solares. Moda sustentável é ser equilibrado, escolher produtos duráveis e de qualidade, na justa quantidade para suprir suas necessidades.
Lembrem-se, quem faz a moda são vocês.
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
Embalagens e conteúdos
No último post comentei sobre a disparidade entre a aparência e o conteúdo.
Hoje vou dizer o motivo da embalagem ser importante.
Objetivamente a embalagem deve proteger o conteúdo. Quando "vestimos" algo, o fazemos de forma a manter o que existe dentro menos exposto às agressões físicas (mais frequentes) ou químicas resultantes do ambiente que o circunda.
Mas a embalagem tem principalmente uma importância subjetiva. Ela nos "fala" sobre os valores que existem naquilo que ela "veste".
É uma forma de fazermos julgamentos rápidos e intuitivos sobre coisas (e pessoas) que não conhecemos em circunstâncias que nos exijam uma resposta.
É imediato e portanto absolutamente emocional. É o pré-conceito, aquilo que se espera de algo que não se conhece. Não é necessariamente o que a coisa ou a pessoa sejam de verdade, é só aquilo que achamos que ela possa ser em base a uma série de experiências e "moldes" que calcamos ao longo de nossas vidas, de nossos valores e daquilo que achamos importante em uma determinada circunstância, ou um padrão socialmente válido.
Mesmo na Natureza, o aspecto exterior de um animal pode sinalizar se ele é mais ou menos venenoso (embora existam falsos ali também).
Ocorre para coisas, para pessoas, para situações.
Não se sintam um lixo por terem julgado mal algo ou alguém que vocês não conheciam e que à primeira vista pareceu pior do que eram de verdade. É uma reação normal.
Porém quero fazer uma colocação que me parece importante no que diz respeito às embalagens. Os valores estão mudando (lentamente, mas inexoravelmente) e a hierarquia da beleza vai ter que ser substituída pela da sustentabilidade.
Quando usamos uma embalagem, além da beleza e da funcionalidade, temos que nos preocupar com alguns aspectos que até bem recentemente não faziam parte do repertório do cidadão comum, ou seja: de que material a embalagem é feita? Quanta energia foi usada para fabricá-la? Ela é reciclável e no processo de reciclagem deixará resíduos tóxicos? Quanto lixo esta embalagem produz? Ela é mesmo necessária?
Acredito que em termos práticos a última pergunta resuma muito do que qualquer pessoa, mesmo uma criança, deva se fazer diante de qualquer coisa que se consuma.
Ela é mesmo necessária?
Se não for, podemos prescindir dela. Assim como para cantarmos uma canção não precisamos da cara da Angelina Jolie, mas sim da voz de Suzan Boyle.
Hoje vou dizer o motivo da embalagem ser importante.
Objetivamente a embalagem deve proteger o conteúdo. Quando "vestimos" algo, o fazemos de forma a manter o que existe dentro menos exposto às agressões físicas (mais frequentes) ou químicas resultantes do ambiente que o circunda.
Mas a embalagem tem principalmente uma importância subjetiva. Ela nos "fala" sobre os valores que existem naquilo que ela "veste".
É uma forma de fazermos julgamentos rápidos e intuitivos sobre coisas (e pessoas) que não conhecemos em circunstâncias que nos exijam uma resposta.
É imediato e portanto absolutamente emocional. É o pré-conceito, aquilo que se espera de algo que não se conhece. Não é necessariamente o que a coisa ou a pessoa sejam de verdade, é só aquilo que achamos que ela possa ser em base a uma série de experiências e "moldes" que calcamos ao longo de nossas vidas, de nossos valores e daquilo que achamos importante em uma determinada circunstância, ou um padrão socialmente válido.
Mesmo na Natureza, o aspecto exterior de um animal pode sinalizar se ele é mais ou menos venenoso (embora existam falsos ali também).
Ocorre para coisas, para pessoas, para situações.
Não se sintam um lixo por terem julgado mal algo ou alguém que vocês não conheciam e que à primeira vista pareceu pior do que eram de verdade. É uma reação normal.
Porém quero fazer uma colocação que me parece importante no que diz respeito às embalagens. Os valores estão mudando (lentamente, mas inexoravelmente) e a hierarquia da beleza vai ter que ser substituída pela da sustentabilidade.
Quando usamos uma embalagem, além da beleza e da funcionalidade, temos que nos preocupar com alguns aspectos que até bem recentemente não faziam parte do repertório do cidadão comum, ou seja: de que material a embalagem é feita? Quanta energia foi usada para fabricá-la? Ela é reciclável e no processo de reciclagem deixará resíduos tóxicos? Quanto lixo esta embalagem produz? Ela é mesmo necessária?
Acredito que em termos práticos a última pergunta resuma muito do que qualquer pessoa, mesmo uma criança, deva se fazer diante de qualquer coisa que se consuma.
Ela é mesmo necessária?
Se não for, podemos prescindir dela. Assim como para cantarmos uma canção não precisamos da cara da Angelina Jolie, mas sim da voz de Suzan Boyle.
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terça-feira, 10 de março de 2009
Era uma vez no pais das Maravilhas ou histórias para boi dormir...

Vou lhes contar uma história (ou será que é uma estória?) da multiplicação do Linalol a partir do Pau Rosa (Aniba roseodora Ducke).
Era uma vez, no pais das Maravilhas, em uma floresta cerrada, uma planta chamada Pau Rosa. Dela se extraía um precioso óleo, usado em perfumes para reis e rainhas, de Bollywood a Hollywood, de França, Europa e Bahia. Coisa importante, para gente que conta.
Então naquela floresta, a maior e a mais importante do reino, o tal Pau Rosa começou a ser cortado e cortado, até que percebeu-se que ele estava se esgotando. Quase não havia mais Pau Rosa no intorno da cidade e do porto, e então começou-se a cortar mais longe, mais longe, até que quase não havia mais Pau Rosa em lugar nenhum.
O rei do pais das Maravilhas, em um ímpeto de bom senso, resolveu proibir o uso do Pau Rosa, impedindo seu uso e seu corte. E assim baixou-se uma lei e no país das Maravilhas não seria mais permitido cortar Pau Rosa de jeito nenhum desde o ano 91.
Mas os reis dos outros reinos, alguns nobres ali também, não queriam abrir mão da essência preferida. O substituto sintético feito pelos alquimistas da corte não era a mesma coisa e só contentaram a plebe. Bom mesmo era o original, o verdadeiro componente do óleo genuíno, uma coisa chamada Linalol natural.
E foi aí que aconteceu o milagre da multiplicação. Por uma curiosa via paralela, no Ministério de Proteção dos Bosques e Florestas Reais existia uma espécie de autorização para o uso das áreas protegidas, onde havia uma espécie de compromisso entre quem usava o terreno, comprometendo-se a manter uma parte dele intacto.
E assim, de forma autorizada, começou-se a cortar de novo o Pau Rosa, aqueles poucos que existiam.
A multiplicação acontecia pois alguns daqueles que moravam por ali cortavam também Pau Rosa em áreas não autorizadas e faziam passar por produto da área autorizada.
E assim as quantidades de óleo de Pau Rosa continuaram suprindo o mercado. Apesar da proibição do rei. Apesar do bom-senso.
E assim é que acabou-se com o Pau Rosa.
Uma linda árvore da família das Lauráceas.
Mas outros bravos magos descobriram que existem outras fontes renováveis de Linalol, o manjericão por exemplo. Fácil de plantar, fácil de colher, ciclo de 90 a 100 dias, contra os anos de uma árvore de Pau Rosa suficientemente grande para poder ser considerada produtiva. Ou mesmo através da extração do óleo obtido das folhas da árvore ao invés da madeira.
Linalol natural de alta qualidade e pureza.
Mas como Cassandra, estes nem sequer foram ouvidos...mas esta é uma outra história.
Fim.
Para saber mais acesse:
http://www.inova.unicamp.br/inventabrasil/paurosa.htm
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Beleza Natureba
Para quem quer receitinhas naturais e baratinhas para máscaras de beleza, trago aqui algumas*. São receitinhas do tempo da vovó, que podem ser feitas em casa com produtos orgânicos (verdadeiros) e obter aquilo que industrialmente não é possível: um verdadeiro cosmético orgânico.
Máscara de choque(para depois de uma noitada):
1 colher de mel,
1 colher de leite fresco,
1 colher de farinha branca.
Misture. Aplique sobre o rosto e deixe repousar por 15 minutos.
Enxaguar com água morna.
Máscara contra os pontos negros (cravos) :
1 pedaço de abóbora amarela cozida,
1 colher de creme de leite fresco.
Misture bem. Aplique sobre o rosto por meia hora.
Enxague bem com água morna.
Máscara para a pele oleosa:
1 colher de mel
1 colher de suco tomate fresco.
Deixe no rosto a mistura por 20 minutos.
Enxague com água morna.
Máscara para pele seca:
Manteiga de leite de cabra.
Aplique no rosto por 20 minutos.
Máscara anti-rugas:
1 batata cozida
1 colher de yogurt.
Deixe no rosto por 20 minutos, enxague em seguida com água morna
ou utilizar 1 gema de ovo e
polpa de 1/2 maçã.
Máscara para reduzir olheiras:
1 gema
1 colher de mel (de flores mistas)
1 colher de óleo de oliva
1 colher de leite fresco.
Aplicar por 10 minutos, enxaguar com água morna alternada com água fria.
Loção detergente para o rosto:
1 xícara de leite fresco
algumas folhas de menta (hortelã)
Embeba um algodão e passe várias vezes no rosto, lábios, pescoço.
Enxague.
Bálsamo para cabelos: depois de lavados, passe sobre os cabelos leite fresco ou creme de leite. Deixe agir por 15 minutos. No último enxague, adicione uma colher de vinagre.
E quer também uma dica para limpar objetos de prata? Sabe o leite que estragou, coalhou e você vai jogar fora? Pois é uma solução econômica e ecológica para fazê-los brilhar de novo.
+E na agestado a notícia da interdição de um lote de condicionador da "Turma da Mônica", para saber mais acesse:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2009/01/21/ult4469u36338.jhtm
+Hoje é o dia 01 da era Obama. Tomara que ele seja para muitos a promessa que representa. Eu aqui, nel mio piccolo, tenho clara a percepção que ele é presidente dos americanos e não o salvador da humanidade. Anyway, auguri!
*(fonte: Il Messaggero)
Máscara de choque(para depois de uma noitada):
1 colher de mel,
1 colher de leite fresco,
1 colher de farinha branca.
Misture. Aplique sobre o rosto e deixe repousar por 15 minutos.
Enxaguar com água morna.
Máscara contra os pontos negros (cravos) :
1 pedaço de abóbora amarela cozida,
1 colher de creme de leite fresco.
Misture bem. Aplique sobre o rosto por meia hora.
Enxague bem com água morna.
Máscara para a pele oleosa:
1 colher de mel
1 colher de suco tomate fresco.
Deixe no rosto a mistura por 20 minutos.
Enxague com água morna.
Máscara para pele seca:
Manteiga de leite de cabra.
Aplique no rosto por 20 minutos.
Máscara anti-rugas:
1 batata cozida
1 colher de yogurt.
Deixe no rosto por 20 minutos, enxague em seguida com água morna
ou utilizar 1 gema de ovo e
polpa de 1/2 maçã.
Máscara para reduzir olheiras:
1 gema
1 colher de mel (de flores mistas)
1 colher de óleo de oliva
1 colher de leite fresco.
Aplicar por 10 minutos, enxaguar com água morna alternada com água fria.
Loção detergente para o rosto:
1 xícara de leite fresco
algumas folhas de menta (hortelã)
Embeba um algodão e passe várias vezes no rosto, lábios, pescoço.
Enxague.
Bálsamo para cabelos: depois de lavados, passe sobre os cabelos leite fresco ou creme de leite. Deixe agir por 15 minutos. No último enxague, adicione uma colher de vinagre.
E quer também uma dica para limpar objetos de prata? Sabe o leite que estragou, coalhou e você vai jogar fora? Pois é uma solução econômica e ecológica para fazê-los brilhar de novo.
+E na agestado a notícia da interdição de um lote de condicionador da "Turma da Mônica", para saber mais acesse:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2009/01/21/ult4469u36338.jhtm
+Hoje é o dia 01 da era Obama. Tomara que ele seja para muitos a promessa que representa. Eu aqui, nel mio piccolo, tenho clara a percepção que ele é presidente dos americanos e não o salvador da humanidade. Anyway, auguri!
*(fonte: Il Messaggero)
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quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Terra Madre e Slow Food
Vai começar amanhã em Torino (Turin) a edição 2008 do Terra Madre, encontro que acontece juntamente com o Salão do Gosto (Salone del Gusto).
Vale a pena dar uma visitadinha no site: http://terramadre.slowfoodbrasil.com/terra-madre-2008/ ou no principal em português: http://www.terramadre.info/pagine/incontri/welcome.lasso?id=4E98738B0527425F87oLr17FB863&tp=3&n=pr&-session=terramadre:C91BD00618f40322BFipv20D3A0A
E a propósito, achei um blog que é uma delícia de se ler. Da Mariella Lazaretti, o "Ignorâncias Universais". Tá aí, na barra ao lado.
Vale a pena dar uma visitadinha no site: http://terramadre.slowfoodbrasil.com/terra-madre-2008/ ou no principal em português: http://www.terramadre.info/pagine/incontri/welcome.lasso?id=4E98738B0527425F87oLr17FB863&tp=3&n=pr&-session=terramadre:C91BD00618f40322BFipv20D3A0A
E a propósito, achei um blog que é uma delícia de se ler. Da Mariella Lazaretti, o "Ignorâncias Universais". Tá aí, na barra ao lado.
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