Clamoroso acontecimento na semana passada nos EUA foi a condenação do laboratório fabricante do Botox a pagar uma indenização milionária (15 milhões de dólares) a uma médica ginecologista submetida a tratamento com a toxina.
A médica, diretora clínica de um hospital de Oklahoma, o Lakeside Women's Hospital, tinha as famosas ruguinhas e pés de galinha e decidiu submeter-se ao tratamento. A médica, em seguida, passou a ter enfraquecimento da musculatura esquelética, desenvolvendo quadro clínico compatível com botulismo, o que a impediu de exercitar sua profissão. Embora o parecer do tribunal fosse favorável ao laboratório, a condenação se deu por negligência e indicação "off label" do medicamento como se o mesmo fosse inóquo.
Para alguns, a sentença foi uma questão administrativa e não clínica. Porém quando alguns indicam Botox para depressão, me faz pensar duas vezes.
E nos Emirados Árabes um estudo epidemiológico sugeriu que a elevada incidência de leucemia (LMA e LA) em mulheres naquele país, possa ser devida ao uso frequente de henna (e outros corantes sintéticos) e a reduzida exposição ao sol com deficiência de vitamina D. Os autores sugerem mais estudos neste sentido. Para quem quiser ler mais:
Hassan IB, Islam SI, Alizadeh H, Kristensen J, Kambal A, Sonday S, Bernseen RM.
Acute leukemia among the adult population of United Arab Emirates: an epidemiological study.
Leuk Lymphoma. 2009 Jul;50(7):1138-47.
Para discutir "body burden", disruptores hormonais, contaminação química ambiental e outras "cositas más"... Para desabafar, falar da vida, de qualidade de vida, de sobrevivência. Para falar de beleza, de limpeza,de saúde, de futuro com quem realmente se importa.
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
Botox e Henna
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terça-feira, 5 de maio de 2009
Refrigerantes, gelo e limão? Benzeno, corante e adoçante!
A notícia que me chamou a atenção hoje diz respeito a presença de Benzeno em refrigerantes.
Publicada na Folha de S. Paulo de hoje a notícia relata a presença de substâncias indesejáveis em refrigerantes de largo consumo.
Sete refrigerantes testados pelo Pro-teste (Defesa do Consumidor) apresentavam o BENZENO, substância carcinógena ligada a incidência de leucemias e linfomas, anemia e aplasia de medula, como resultante da reação entre o conservante Benzoato de Sódio e da Vitamina C.
Não há limites seguros de tolerância para o Benzeno.
Ele também está presente no ar de centros poluídos, resultante da queima de combustível, e no fumo de cigarros.
Na Sukita Zero (20 mcg) e na Fanta Light (7,5mcg) a pesquisa encontrou os níveis mais altos.
A exposição regular ao agente aumenta consideravelmente os riscos de incidência de tumores.
No Grapette, segundo o artigo, observou-se níveis de adoçantes artificiais não relatados no rótulo.
Também foram observadas em várias amostras a presença de corantes como o Sunset Yellow e o Amarelo Tartrazina ligados respectivamente a hiperatividade infantil e fenômenos de sensibilização alérgica.
As empresas fabricantes (Coca Cola, AMBEV e Pakera) alegam que respeitam plenamente as normas prescritas na legislação brasileira.
Para saber mais:
Folha de São Paulo, 5/5/2009 (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd0505200901.htm)
Pro-teste: http://www.proteste.org.br/
Moral da história: " Se a vida te der um limão, faça uma limonada. Em casa."
Publicada na Folha de S. Paulo de hoje a notícia relata a presença de substâncias indesejáveis em refrigerantes de largo consumo.
Sete refrigerantes testados pelo Pro-teste (Defesa do Consumidor) apresentavam o BENZENO, substância carcinógena ligada a incidência de leucemias e linfomas, anemia e aplasia de medula, como resultante da reação entre o conservante Benzoato de Sódio e da Vitamina C.
Não há limites seguros de tolerância para o Benzeno.
Ele também está presente no ar de centros poluídos, resultante da queima de combustível, e no fumo de cigarros.
Na Sukita Zero (20 mcg) e na Fanta Light (7,5mcg) a pesquisa encontrou os níveis mais altos.
A exposição regular ao agente aumenta consideravelmente os riscos de incidência de tumores.
No Grapette, segundo o artigo, observou-se níveis de adoçantes artificiais não relatados no rótulo.
Também foram observadas em várias amostras a presença de corantes como o Sunset Yellow e o Amarelo Tartrazina ligados respectivamente a hiperatividade infantil e fenômenos de sensibilização alérgica.
As empresas fabricantes (Coca Cola, AMBEV e Pakera) alegam que respeitam plenamente as normas prescritas na legislação brasileira.
Para saber mais:
Folha de São Paulo, 5/5/2009 (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd0505200901.htm)
Pro-teste: http://www.proteste.org.br/
Moral da história: " Se a vida te der um limão, faça uma limonada. Em casa."
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Dermatite têxtil e dermatite de contato
Um grupo de pesquisadores suecos da Universidade de Lund e do Hospital Universitário de Malmö publicaram estudo sobre a hipótese da relação entre dermatite de contato e sensibilização por corantes têxteis.
É sabido que os sensibilizantes mais frequentes entre as tintas de tecido são os do grupo disperse. Os autores queriam estabelecer a relevância dos resultados positivos nos patch tests quando avaliados do ponto de vista clínico. Então desenharam um protocolo estudando oito tipos diferentes de corantes do tipo disperse e/ou substâncias correlatas, que poderiam explicar uma alergia de contato observada clinicamente, seja por exposição ocupacional ou por constituição atópica. Eles também consideraram se poderia haver influência da idade e do sexo.
Foram observados 858 pacientes submetidos a patch test após responderem a questionário direcionado a pesquisa de agentes causais têxteis. Os patch tests foram complementados com um mix de corantes.
Do grupo estudado, 18% dos pacientes suspeitavam que sua alergia fosse relacionada aos tecidos.
O sexo feminino e a constituição atópica foram fatores de risco para as reações cutâneas.
Materiais sintéticos também se demonstraram mais alergênicos que fibras naturais.
Uma relação significativa ocorreu entre os que alegavam reações relacionadas a tecidos e fenilenediamina (PPD). Um resultado similar, mas mais impreciso se deu para o chamado Textile dye mix (TDM), um mix de corantes. Alergia de contato relacionada ao mix de borracha negra foram tão raros que não houve significância estatística para ser considerado.
Estes resultados levaram os autores a supor que a alergia a parafenilenediamina seja um indicador mais prevalente para reações alérgicas a têxteis que o mix de corantes.
Algumas coisinhas relevantes:
* a parafenilenediamina é ingrediente frequente em tinturas para cabelos e as reações de sensibilização com esta susbtância estão em aumento
* fibras naturais são menos sensibilizantes que fibras sintéticas, porém algumas fibras naturais (como a lã, por exemplo) podem induzir a reações de sensibilização
* os corantes utilizados na indústria têxtil não são inóquos para a microfauna e microflora aquática e podem causar danos ambientais significativos, por este motivo, empresas que tratam seus efluentes é um importante diferencial qualitativo e deve ser um critério na escolha do produto comercial
* em alguns países, como a Alemanha, por exemplo, alguns corantes têxteis são proibidos, em especial alguns da categoria azo, pois considerados carcinógenos. Infelizmente estas normas não se aplicam universalmente.
Para saber mais:
Ryberg K, Goossens A, Isaksson M, Gruvberger B, Zimerson E, Nilsson F, Björk J, Hindsén M, Bruze M.
Is contact allergy to disperse dyes and related substances associated with textile dermatitis?
Br J Dermatol. 2009 Jan;160(1):107-15
É sabido que os sensibilizantes mais frequentes entre as tintas de tecido são os do grupo disperse. Os autores queriam estabelecer a relevância dos resultados positivos nos patch tests quando avaliados do ponto de vista clínico. Então desenharam um protocolo estudando oito tipos diferentes de corantes do tipo disperse e/ou substâncias correlatas, que poderiam explicar uma alergia de contato observada clinicamente, seja por exposição ocupacional ou por constituição atópica. Eles também consideraram se poderia haver influência da idade e do sexo.
Foram observados 858 pacientes submetidos a patch test após responderem a questionário direcionado a pesquisa de agentes causais têxteis. Os patch tests foram complementados com um mix de corantes.
Do grupo estudado, 18% dos pacientes suspeitavam que sua alergia fosse relacionada aos tecidos.
O sexo feminino e a constituição atópica foram fatores de risco para as reações cutâneas.
Materiais sintéticos também se demonstraram mais alergênicos que fibras naturais.
Uma relação significativa ocorreu entre os que alegavam reações relacionadas a tecidos e fenilenediamina (PPD). Um resultado similar, mas mais impreciso se deu para o chamado Textile dye mix (TDM), um mix de corantes. Alergia de contato relacionada ao mix de borracha negra foram tão raros que não houve significância estatística para ser considerado.
Estes resultados levaram os autores a supor que a alergia a parafenilenediamina seja um indicador mais prevalente para reações alérgicas a têxteis que o mix de corantes.
Algumas coisinhas relevantes:
* a parafenilenediamina é ingrediente frequente em tinturas para cabelos e as reações de sensibilização com esta susbtância estão em aumento
* fibras naturais são menos sensibilizantes que fibras sintéticas, porém algumas fibras naturais (como a lã, por exemplo) podem induzir a reações de sensibilização
* os corantes utilizados na indústria têxtil não são inóquos para a microfauna e microflora aquática e podem causar danos ambientais significativos, por este motivo, empresas que tratam seus efluentes é um importante diferencial qualitativo e deve ser um critério na escolha do produto comercial
* em alguns países, como a Alemanha, por exemplo, alguns corantes têxteis são proibidos, em especial alguns da categoria azo, pois considerados carcinógenos. Infelizmente estas normas não se aplicam universalmente.
Para saber mais:
Ryberg K, Goossens A, Isaksson M, Gruvberger B, Zimerson E, Nilsson F, Björk J, Hindsén M, Bruze M.
Is contact allergy to disperse dyes and related substances associated with textile dermatitis?
Br J Dermatol. 2009 Jan;160(1):107-15
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