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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Falando de colesterol

Ontem foi o dia internacional da alimentação. Vi no blog da Thais Lazzeri (Comer é um barato). Mas ontem também me chamou a atenção uma notícia no site da uol ciência sobre a incidência de hipercolesterolemia em crianças. Não me maravilhei muito com o resultado da pesquisa da Dra Ivoneti Barros Nunes de Oliveira, da UNICAMP sobre este tema, pois basta observar qual é a dieta que uma criança faz no Brasil. Meu marido, que é italiano, diz sempre que se maravilha de ver como aqui, com tanta fartura de frutas e verduras as pessoas comam tão poucos vegetais, saladas e frutas frescas. E é realmente para se pensar.
Uma ocasião minha filha chamou atenção em um restaurante por ter pedido salada. Um grupo de executivos da mesa do lado ficou boquiaberto de vê-la comer verduras com tanto gosto.
Eu sou obesa. Sou porque como em excesso. Compulsivamente, às vezes (ai, ansiedade!).
Mas meu colesterol (graças à Deus) é normalzinho. De fazer inveja a muito atleta. Como muita (mesmo) fruta e verdura. Não gosto de doces. O que mata é que sou uma supersedentária, o que acaba com qualquer balanço energético.
Bom, tudo isso para dizer que seria inteligente ensinar nossos filhos a experimentar novos sabores além da batatinha frita com hambúrger. O paladar também pode ser educado.
Bom, dito isto, passo ao comentário da e-mail que acabei de receber do EWG cujo tema principal é águas minerais engarrafadas. Eles testaram 10 marcas do mercado americano e encontraram 38 poluentes, inclusive bactérias, traços de medicamentos, agrotóxicos,...

"We tested 10 brands and found an alarming array of contaminants, including cancer-causing byproducts of chlorination, fertilizer residue, industrial solvents and even caffeine.

In light of these disturbing findings, here's what you can do:

• Drink filtered tap water instead of bottled or unfiltered tap water.
• Mix infant formula with filtered, non-fluoridated water.
• Carry water in safe, reusable containers."

A água é um bem primário. Nenhum ser vivo pode prescindir dela. Temos tido pouca atenção aos nossos mananciais. Muitos agentes contaminantes estão presentes em nossas águas, mesmo após tratamento.
Seria importante um conscientização e um sério esforço no sentido de preservar este bem tão essencial.

Para saber mais:
hipercolesterolemia na infância:http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/agosto2002/unihoje_ju187pag4a.html

sobre as águas engarrafadas: http://www.ewg.org/reports/bottledwater

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

As gorduras trans, a pesquisa e a entrevista...

Na Folha de São Paulo de hoje, uma interessante e esclarecedora entrevista do presidente da ABIA, Sr. Edmundo Klotz sobre gorduras trans, prazos e ingerência governamental na indústria alimentar, ao jornalista Ricardo Westin.
Interessante porque diz respeito ao prazo para eliminação das famosas gorduras trans dos alimentos industralizados no Brasil e esclarecedora por demonstrar o quanto o consumidor vale do ponto de vista da indústria apesar de todas a maravilhosas campanhas de marketing com famílias felizes.
Curiosas são certas respostas, coisas do tipo:

"O que é bom para eles pode não ser bom para nós. Brasil é uma coisa, Canadá é outra."

e
"Se for fixado um prazo para acabar com gordura trans, vamos ter de criar porco de novo e voltar à velha banha. Somos como as montadoras de automóveis. De repente proíbem as montadoras de usar ferro nos carros, porque faz mal, dá câncer... Vão usar o quê? Cola, chiclete? Esse é o grande drama. Ainda não temos nada com um resultado final parecido com o da gordura trans."

e
"A ciência pega um monte de rato e enche de margarina, o bicho morre entupido e conclui-se que a gordura trans faz mal. Pode até fazer mal, eu não sei."

e ainda:
"Agora, falar em termos gerais da gordura trans como se fosse o grande veneno... Nós, então, estamos comendo veneno desde os nossos antepassados mais remotos. E isso fez mal para alguém?"...

Posso entender perfeitamente o desespero da indústria em dever-se adequar a evidências de que os métodos atualmente usados não são os ideais.
Posso também entender que isto represente custos e ninguém quer por a mão no bolso.
Mas me parece um pouco ridículo que uma pessoa que ocupa um cargo tão proeminente em uma indústria que representa um terço do PIB nacional (sic), saiba tão pouco sobre saúde pública e tenha pelo consumidor um respeito tão pequeno.
Sim, eu não sou canadense (talvez seja o caso de pensar infelizmente), mas eu mereço o mesmo respeito.
Lá foi possível eliminar totalmente do mercado as gorduras trans em um prazo de três anos.
Se 30% dos biscoitos do mercado já foi capaz de solucionar o problema da gordura trans, quer dizer que o problema tem solução.
Ou se não tiver, é melhor tirar o produto do mercado.
Não é uma questão do gosto do produto, é uma questão de qualidade do produto.
Gostaria de saber se o entrevistado compraria um carro que sabidamente lhe causasse câncer, ou se preferiria ir de bicicleta, de balão, à pé ou com qualquer outro meio alternativo.
Tenho pena do cardiologista que o terá em cura...e do oncologista também.

PS: Vou continuar lendo os rótulos e EVITANDO TODOS OS PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS QUE CONTENHAM GORDURAS TRANS (de origem VEGETAL). É possível, é saudável, é inteligente.
Prefiram sempre óleos obtidos por espremedura a frio, pois o calor transforma gorduras cis em gorduras trans.

Para saber mais:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u442469.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u442488.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u442474.shtml

Para óleos vegetais de ótima qualidade: (não, não sou patrocinada por eles)
http://www.vitalatman.com.br/lojav2/