Os sentidos são a nossa comunicação com o mundo que nos cerca.
Na Australia, cientistas acabam de descobrir o sexto sabor: gordura!
Até então sabíamos de cinco sabores primordiais: amargo, doce, salgado, azedo e umami.
O interessante é que pessoas sensíveis ao sabor da gordura tendem a comer menos o que leva a índices de massa corpórea menor. Esta descoberta pode abrir uma nova fronteira no combate à obesidade.
Os cientistas da Deakin University, liderados pelo Dr Russell Keast descobriram que os humanos podem identificar o sabor da gordura mais por sua composição química que por sua textura.
O grupo estudou diversas amostras de ácidos graxos encontrados em alimentos comuns misturados em leite desnatado. Todos os 33 indivíduos estudados foram capazes de detectar o sabor da gordura de certa forma.
Assim como nos demais sabores, o grau de sensibilidade dos indivíduos pode variar de indivíduo para indivíduo.
As pessoas que são mais sensíveis ao sabor grasso, podem sentir concentrações muito pequenas de gordura e assim acabam ingerindo uma menor quantidade delas. Segundo o Dr. Keast, parece que estes indivíduos possuem um mecanismo que limita a ingesta, fazendo com que a pessoa sensível pare de comer, o inverso acontece com os insensíveis levando ao sobrepeso e à obesidade.
O grupo agora deverá interessar-se do porque algumas pessoas são sensíveis e outras não. Vamos aguardar as pesquisas.
http://www.deakin.edu.au/
http://www.deakin.edu.au/hmnbs/ens/staff/index.php?username=russellk
Stewart JE, Feinle-Bisset C, Golding M, Delahunty C, Clifton PM, Keast RS.
Oral sensitivity to fatty acids, food consumption and BMI in human subjects.
Br J Nutr. 2010 Mar 3:1-8.
Para discutir "body burden", disruptores hormonais, contaminação química ambiental e outras "cositas más"... Para desabafar, falar da vida, de qualidade de vida, de sobrevivência. Para falar de beleza, de limpeza,de saúde, de futuro com quem realmente se importa.
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terça-feira, 9 de março de 2010
quarta-feira, 28 de maio de 2008
o gostinho de manteiga da sua pipoca...
Hoje vamos falar de pipoca. Pipoca tem cara de inverno, de festa junina... Pipoca é legal, gostosa, tem cara de infância (mas nunca deve ser dada a crianças pequenas por causa do risco de sufocamento). Pipoca é a alegria com fibra.
Mas tem graça falar de pipoca sem aquele cheirinho de manteiga derretida? Bem, não sou só eu e a torcida inteira do Flamengo que achamos que a manteiga e a pipoca são um casamento perfeito. É igual macarrão com queijo e namoro com beijo. Parece que a coisa é tão significativa que as empresas fabricantes de pipocas para microondas disponibilizam o produto com sabor de manteiga. Mas porque a pipoca de microondas? Porque eu já percebi que a molecada não sabe mais fazer pipoca na panela. Se não for aquela de saquinho, "tá ferrado"! É uma constatação que beira a tristeza pois as pipocas de microondas são cheias de gorduras trans. E no fim das contas o velho colesterol da manteiga fica parecendo uma gracinha em comparação.
Porém o motivo deste post não é sobre as gorduras trans. Muita gente já debulhou todo o milho deste assunto. A questão que trago hoje é a dos flavors.
Flavor é aquela coisinha que a gente põe em um alimento para dar gosto. Flavors são chamados aromatizantes. Isto acontece porque o gosto é em quase sua totalidade cheiro.
E o que acontece quando o flavor causa bronquiolite obliterante irreversível? Pois é isto que acontece com os trabalhadores da indústria das pipocas de microondas, em especial naqueles expostos a diacetil, o "cheirinho de manteiga" da sua pipoquinha. Mas não só gostinho e cheirinho de manteiga como também o de cereja, de praline, amêndoa, laranja e até jalapeno.
Por enquanto, o risco não diz respeito aos consumidores, segundo o FDA e um artigo publicado pelo CDC ¹.
Tomara. Mesmo assim já merece reflexão.
1) Fixed obstructive lung disease among workers in the flavor-manufacturing industry--California, 2004-2007. MMWR Morb Mortal Wkly Rep. 2007 Apr 27;56(16):389-93.
Mas tem graça falar de pipoca sem aquele cheirinho de manteiga derretida? Bem, não sou só eu e a torcida inteira do Flamengo que achamos que a manteiga e a pipoca são um casamento perfeito. É igual macarrão com queijo e namoro com beijo. Parece que a coisa é tão significativa que as empresas fabricantes de pipocas para microondas disponibilizam o produto com sabor de manteiga. Mas porque a pipoca de microondas? Porque eu já percebi que a molecada não sabe mais fazer pipoca na panela. Se não for aquela de saquinho, "tá ferrado"! É uma constatação que beira a tristeza pois as pipocas de microondas são cheias de gorduras trans. E no fim das contas o velho colesterol da manteiga fica parecendo uma gracinha em comparação.
Porém o motivo deste post não é sobre as gorduras trans. Muita gente já debulhou todo o milho deste assunto. A questão que trago hoje é a dos flavors.
Flavor é aquela coisinha que a gente põe em um alimento para dar gosto. Flavors são chamados aromatizantes. Isto acontece porque o gosto é em quase sua totalidade cheiro.
E o que acontece quando o flavor causa bronquiolite obliterante irreversível? Pois é isto que acontece com os trabalhadores da indústria das pipocas de microondas, em especial naqueles expostos a diacetil, o "cheirinho de manteiga" da sua pipoquinha. Mas não só gostinho e cheirinho de manteiga como também o de cereja, de praline, amêndoa, laranja e até jalapeno.
Por enquanto, o risco não diz respeito aos consumidores, segundo o FDA e um artigo publicado pelo CDC ¹.
Tomara. Mesmo assim já merece reflexão.
1) Fixed obstructive lung disease among workers in the flavor-manufacturing industry--California, 2004-2007. MMWR Morb Mortal Wkly Rep. 2007 Apr 27;56(16):389-93.
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