quinta-feira, 6 de setembro de 2007

No blog do Planeta

Obrigada ao Alexandre Mansour por ter levado em consideração mais um comentário meu no "Blog do Planeta".
Bioética é território difícil e nem sempre unânime. Às vezes o que é perfeitamente aceitável para uns é impraticável para outros.
Aplicar o bom senso e a otimização de meios na pesquisa seria sempre o ideal. Infelizmente o ideal não é sinônimo do real. Seria necessário uma somatória de forças para obter os melhores resultados, sem lobbys, sem preconceitos, sem vaidades. Coisa praticamente inviável no estado atual das coisas.

Ah, sobre o post de ontem: a Mattel já anunciou o recall por aqui.

4 comentários:

jorge cordeiro disse...

curioso vc falar de bioética e ainda assim defender os testes em animais. O ideal só não é real ainda porque justamente a industria farmaceutica e de cosmetico faz pesado lobby contra os testes sem animais, por este ser muito mais barato do que os testes modernos que dispensam o uso de seres vivos. A medicina atual, baseada no lucro intenso da grnade industria, prefere atacar apenas a periferia da doença (suas consequencias) porque é aí que ela ganha muito dinheiro. Como disse antes, num outro topico aqui deste blog, vou fazer um post sobre o assunto lá no Escriba (www.escriba.org) sobre isso. De qq forma, já pus alguns comentarios lá no Blog do Planeta, refutando sua tese, pra mim completamente equivocada. Comparar bacterias e virus com coelhos e gatos?!? peralá, né?

Sandra Goraieb disse...

Jorge, para você gatos podem não ser iguais a bactérias, e não são. Mas você defende a vida ou os gatos? Se você prefere a vida, você há de convir que bactérias são seres vivos, assim como alfaces, tomates, vegetais e animais. Para mim não há diferença no fato de ser vivo. A Natureza depende do equilíbrio entre os seres vivos. Não sou a favor de testes em animais, mas não há alternativa. Mesmo que você opte por não testar a molécula, você vai utilizá-la em algo, em alguém e no fim no ambiente. Logo a coisa não se limita em você, nem no cão, no macaco, no gato ou na salmonella. O que você não entendeu foi que não há saída. Alguém vai pagar a conta, só isso. Só acho que a conta pode ser menor se as pessoas envolvidas em novas tecnologias fizerem uso de bom senso, utilizando metodologias computadorizadas, culturas de células e sacrificando o menor número de seres vivos no processo, independente de serem cães, gatos, bactérias ou o que for. Lamento que a sua interpretação tenha sido diferente. Mas o estado atual das coisas é este: não existe nova molécula que não seja testada em animais em algum período de sua avaliação. O resto é ficção.

jorge cordeiro disse...

Se vc considera o que fazem com animais, como aqui http://br.youtube.com/watch?v=3wsjmM2hDTk o mesmo que manipular bacterias, virus e plantas, então realmente não sei qual a sua noção de bioética....

Sandra Goraieb disse...

Curioso você não ter publicado no seu blog a minha resposta. Continuo dizendo que você não sabe ler. O nome é analfabertismo funcional. Você tem problemas de interpretação de texto. Então vamos deixar claro aqui uma coisa: meu caro Jorge, eu não sou a favor de vivissecção. Vou ter que traduzir? A coisa é: eu disse que ainda nos dias de hoje isto existe, que as alternativas propostas ainda não foram completamente aceitas pela comunidade científica como plenamente satisfatórias e que nós, os famosos animais "superiores" (por favor, veja as aspas) somos bichos como outros quaisquer. Que mesmo que se apliquem todas as tecnologias computadorizadas, que se utilizem outros testes, quando uma nova molécula chega ao mercado ela é testada na POPULAÇÃO como um todo, e que você urina, defeca e que seus excrementos vão parar no ambiente. Logo os possíveis danos não se limitam a você, mas a toda uma imensa população sensível, inclusive bactérias.
Me causa uma certa impressão verificar que como "jornalista" você possa fazer diagnósticos de psicopatia. Acreditava que seria prerrogativa de pessoas credenciadas para tal. Mas como o diagnóstico provém de um charlatão, lamento mas tenho que chamá-lo à realidade. Seres vivos merecem sempre respeito, a Natureza merece respeito. O que você ainda não entendeu é que no texto que você execra tanto existe uma crítica sobre o atual estado das coisas, ou seja: a crueldade e o excesso. Leia de novo. Mais uma vez, se for o caso.
Compreendo que possa ser um pouco difícil para você. Consulte seus pares no Greenpeace Europeu. Talvez eles possam lhe ensinar a ter uma visão mais abrangente do dano químico (Campanha DETOX).