Para discutir "body burden", disruptores hormonais, contaminação química ambiental e outras "cositas más"... Para desabafar, falar da vida, de qualidade de vida, de sobrevivência. Para falar de beleza, de limpeza,de saúde, de futuro com quem realmente se importa.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Métodos alternativos para testes em animais: ainda uma proposta longe da realidade.
Não é coisa nova. Já desde cerca 20 anos existe uma tentativa de estabelecer um consenso internacional para a aceitação destes métodos alternativos. Porém estes testes ainda não são aceitos pelas agências regulatórias como adequados ou suficientes, sendo somente considerados métodos de pré-avaliação.
Segundo artigo do Dr. Lilienblum¹ , alguns progressos foram feitos no sentido de desenvolverem-se métodos alternativos para predição de efeitos tóxicos localizados e genotoxicidade.
Em outros aspectos como toxicidade sistemica por exposição singular ou plúrima, toxicocinética, sensibilização, carcinogenicidade, toxicidade reprodutiva, infelizmente ainda dependem do desenvolvimento de baterias de testes "in vitro" e "in silico" e sistemas combinados para contornar a complexidade dos sistemas biológicos envolvidos, mesmo porque muitos destes processos ainda não foram completamente esclarecidos, e assim sendo não podendo ser reproduzidos por um modelo.
As Estratégias Integradas de Teste (ITS- que incluem uma combinação da informação e database existente, o uso de categorias químicas, testes in vitro e relação quantitativa entre estrutura química e atividade-QSAR) não foram ainda aceitos pelas autoridades científicas e regulatórias e ainda necessitam de uma completa (e boa) justificativa para seu uso em um determinado cenário, o que requer análise de experientes toxicologistas e disponibilidade de conhecimento específico sobre o assunto.
Isto faz com que as datas propostas para banimento dos testes convencionais se tornem fora da realidade.
Assim sendo, do ponto de vista da segurança, inclusive no que diz respeito à biota como um todo (lembrando que uma substância química não se restringe exclusivamente a uma espécie, mas interessa todo um meio-ambiente), é pouco provável que se possa prescindir a curto ou médio prazo de testes "in vivo" em especial no que diz respeito aos valores mínimos estabelecidos para efeitos adversos.
É praticamente consenso entre os toxicologistas, inclusive entre os presentes ao Congresso de Toxicologia de Seattle em março deste ano, que seria mais sábio, a curto e médio prazo, direcionar os esforços no sentido de refinar e reduzir os testes "in vivo", coibindo todos os excessos. Estaríamos realmente economizando vidas (animais, e seres humanos são animais, viram?) em todos os pontos da cadeia.
1) Lilienblum W, Dekant W, Foth H, Gebel T, Hengstler JG, Kahl R, Kramer PJ, Schweinfurth H, Wollin KM. Alternative methods to safety studies in experimental animals: role in the risk assessment of chemicals under the new European Chemicals Legislation (REACH).Arch Toxicol. 2008 Apr;82(4):211-36.
Para saber mais:
European Centre for the Validation of Alternative Methods: http://ecvam.jrc.it/
Interagency Coordinating Committee on Validation of Alternative Methods: http://iccvam.niehs.nih.gov/
NA. Ah, antes que me chamem de maluca mais uma vez por dizer que todos os fármacos e cosméticos presentes no mercado foram testados em animais em alguma fase, e que não são só as pessoas que devem ser levadas em consideração, mas toda forma de vida que será exposta a substância química que se estuda, quero esclarecer que ficaria bem feliz de poder dizer que uma coisa é segura sem ter que recorrer a qualquer método cruento. Acho que isto se chama bom senso.
No entanto recordo que para encontramos soluções verdadeiras é necessário aceitar que o problema existe de fato e que não fazer de conta que a solução está batendo à porta. Mesmo porque diariamente somos apresentados a novos agentes químicos e para muitos deles não temos a mais remota idéia de seu potencial de risco.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Inovação e novidade
Está nos livros, nas revistas de administração que o bacana é inovar. E se gasta rios de tinta para falar de inovação e empreendedorismo.
Às vezes tenho vontade de rir. Todos falam maravilhas da inovação, mas a maioria só propõe novidades.
O incrível é que as pessoas não percebam a diferença gritante entre as duas coisas e comprem uma pela outra.
Explico: propor uma inovação, uma coisa nova de verdade, implica em enormes gastos.
Inclusive gastos mentais além de educativos. Você precisa explicar a inovação, pois se a coisa é nova de verdade, ninguém entende de imediato pois nunca viu antes. Os riscos são grandes. E arriscar não é para todos.
Uma novidade é bem mais fácil. É mais comodo fazer o que alguém já fez e deu certo, pondo só um vestidinho de festa.
Você pega o comum, o banal, embala diferente, rotula moderninho e "lança" o mesmo com cara de novo, preferivelmente por um precinho menor do que o do concorrente. E isto é uma novidade.
As pessoas adoram novidades. Não necessariamente adoram o novo.
O novo exige pensar, exige redimensionar valores, exige abertura mental.
Tenho trabalhado com inovação e vejo a dificuldade e a resistência em entender o novo. Em especial quando não existe nada com o que você possa comparar o que você faz, simplesmente porque é diferente do resto. Vejo a resistência em entender o porque destas diferenças, em ter que fazer um esforço intelectivo. E aí vem alguém e te põe no patamar de uma simples novidade. Simplesmente porque não entendeu nada. E nem quer.
E a inovação fica reduzida a uma coisa banal, a uma coisa qualquer, por preguiça mental, por falta de referências para dimensioná-la, por incapacidade intelectual para percebê-la.
O que é uma pena.
Utilidade Pública: Deficientes físicos, processo seletivo!
O SEBRAE-SP está num esforço de divulgação do Processo Seletivo Público para contratação de Deficientes Físicos.
Nosso objetivo é que a maior quantidade possível de pessoas possa participar da seleção, por isso solicitamos sua ajuda no sentido de divulgar essa oportunidade para a maior quantidade possível de pessoas.
Quantidade de Vagas: 03
Área de atuação: Central de Atendimento
Escolaridade mínima: Ensino Médio completo
Conhecimento em informática: nível usuário
Jornada de trabalho: 6 horas diárias, de 2ª a 6ª.
Salário: R$ 923,00
Benefícios: vale-transporte, seguro-saúde, vale-refeição de R$ 14,00/dia, seguro de vida, auxílio funeral e previdência privada.
Seguem abaixo os únicos tipos de deficiências que serão aceitos:
Ø Paralisia
Ø Paraplegia
Ø Paraparesia
Ø Monoplegia
Ø Monoparesia
Ø Amputação ou ausência de membro inferior
Ø Nanismo
Ø Membro inferior com deformidade congênita ou adquirida.
Os interessados deverão acessar nosso portal http://www.sebraesp.com.br/ - link TRABALHE CONOSCO.
As inscrições só poderão ser feitas através do portal, de 28/05 a 08/06. Lá já está publicado o Edital com os detalhes do processo seletivo.
Desde já agradecemos a ajuda e nos colocamos à disposição para qualquer esclarecimento.
Cordialmente,
Solange de Castro
SEBRAE-SP
Gestão de Pessoas
Recrutamento e Seleção
(11) 3177-4951
Força, moçada! Talvez seja uma oportunidade, basta que a informação chegue até as pessoas.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
o gostinho de manteiga da sua pipoca...
Mas tem graça falar de pipoca sem aquele cheirinho de manteiga derretida? Bem, não sou só eu e a torcida inteira do Flamengo que achamos que a manteiga e a pipoca são um casamento perfeito. É igual macarrão com queijo e namoro com beijo. Parece que a coisa é tão significativa que as empresas fabricantes de pipocas para microondas disponibilizam o produto com sabor de manteiga. Mas porque a pipoca de microondas? Porque eu já percebi que a molecada não sabe mais fazer pipoca na panela. Se não for aquela de saquinho, "tá ferrado"! É uma constatação que beira a tristeza pois as pipocas de microondas são cheias de gorduras trans. E no fim das contas o velho colesterol da manteiga fica parecendo uma gracinha em comparação.
Porém o motivo deste post não é sobre as gorduras trans. Muita gente já debulhou todo o milho deste assunto. A questão que trago hoje é a dos flavors.
Flavor é aquela coisinha que a gente põe em um alimento para dar gosto. Flavors são chamados aromatizantes. Isto acontece porque o gosto é em quase sua totalidade cheiro.
E o que acontece quando o flavor causa bronquiolite obliterante irreversível? Pois é isto que acontece com os trabalhadores da indústria das pipocas de microondas, em especial naqueles expostos a diacetil, o "cheirinho de manteiga" da sua pipoquinha. Mas não só gostinho e cheirinho de manteiga como também o de cereja, de praline, amêndoa, laranja e até jalapeno.
Por enquanto, o risco não diz respeito aos consumidores, segundo o FDA e um artigo publicado pelo CDC ¹.
Tomara. Mesmo assim já merece reflexão.
1) Fixed obstructive lung disease among workers in the flavor-manufacturing industry--California, 2004-2007. MMWR Morb Mortal Wkly Rep. 2007 Apr 27;56(16):389-93.
terça-feira, 27 de maio de 2008
um dia assim...
Mas não é este o motivo desta "bola na goela". Muitas coisas têm acontecido ultimamente, muitas angústias. Sem falar da hemicrania e da sinusite já eternizada em uma dor de cabeça que não passa.
Então a gente fica pensando e remoendo problemas e se esquece das coisas reais, das coisas verdadeiras, daquilo que vai fazer ter valido a pena ter existido sobre este planeta.
Coisas como o cheirinho da sua pele quando me aperta em seu abraço e me diz: "te amo mamãe, fique feliz!" E tudo parece que por um segundo fica perfeito.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Agressão ao Homem (Parte 1 de 5)
Este documentário, originalmente no programa Horizon da BBC de 1993 com reprise em 1996 toca em um tema que merecia maior atenção e respeito por parte da opinião pública. As evidências da contaminação química nos seres humanos vêm aumentando exponencialmente. E infelizmente ainda mantemos o mesmo estilo de vida de 15 anos atrás.
Seria um programa obrigatório para os adolescentes, pois afinal eles já tem condições de entender o conteúdo. Quem tem filhos e netos, também deveria vê-lo e discutí-lo, ou pelo menos refletir sobre ele.
Este é o futuro que os aguarda...