quinta-feira, 31 de julho de 2008

Hoje

Recebi algumas mensagens de gente que me quer bem.
Estava mesmo precisando.
Acho que no fundo, todos precisamos muito de algumas mensagens de carinho. Mesmo quem não admite, mesmo quem é duro (e estes talvez até precisem mais).
Recebi um abraço virtual de duas minhas ex-pacientes, me deixaram uma mensagem que fez ter valido a pena ter me tornado médica um dia. Fiquei comovida, obrigada.
Recebi um poema de outra amiga distante, uma coisa linda, que vou deixar aqui ao fim deste post para dividir com vocês. É de Cecília Meireles.
Recebi um beijo especial da minha filha (e um do meu marido também).
E para todos quero dizer: obrigada!


"Cântico II

Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontens... não queiras ser o de amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens.
Em todas as existências.
Em todas as mortes.
E sabes que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade.
És tu

Canção Mínima


No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta


NA: Os poemas acima foram extraídos da obra de Cecília Meireles, "Antologia Poética" (Editora Record - Rio de Janeiro), 1963.

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