Para discutir "body burden", disruptores hormonais, contaminação química ambiental e outras "cositas más"... Para desabafar, falar da vida, de qualidade de vida, de sobrevivência. Para falar de beleza, de limpeza,de saúde, de futuro com quem realmente se importa.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
BPA pela Dr.a Laura Vandenberg
Da Tufts University, a Dr.a Laura Vandenberg fala sobre BPA (Bisfenol A).
O comentário abaixo é gratuito e explica o motivo pelo qual as agências reguladoras deveriam ter parâmetros diferentes das "boas práticas de laboratório" para avaliar níveis de segurança de agentes como o BPA.
Myers JP, vom Saal FS, Akingbemi BT, Arizono K, Belcher S, Colborn T, Chahoud I, Crain DA, Farabollini F, Guillette LJ Jr, Hassold T, Ho SM, Hunt PA, Iguchi T, Jobling S, Kanno J, Laufer H, Marcus M, McLachlan JA, Nadal A, Oehlmann J, Olea N, Palanza P, Parmigiani S, Rubin BS, Schoenfelder G, Sonnenschein C, Soto AM, Talsness CE, Taylor JA, Vandenberg LN, Vandenbergh JG, Vogel S, Watson CS, Welshons WV, Zoeller RT.
Why public health agencies cannot depend on good laboratory practices as a criterion for selecting data: the case of bisphenol A.
Environ Health Perspect. 2009 Mar;117(3):309-15.
http://www.pubmedcentral.nih.gov/picrender.fcgi?artid=2661896&blobtype=pdf
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terça-feira, 9 de junho de 2009
Um gato chamado Oscar
Eu sempre gostei de gatos.
Desde menina.
Sempre quis um daqueles gatinhos pretinhos que jogavam no quintal da minha avó e ela nunca me deixou nem chegar perto.
Um dia ganhei um gato da Regina. Nós eramos estudantes de medicina e ele foi um grande companheiro naqueles anos.
O gato, que era marrom de uma cor linda até tomar seu primeiro banho ao chegar em casa, se demonstrou na realidade cinza tigrado e recebeu o nome pomposo de Padang Mauna Kea. Nome de praia e sobrenome de vulcão. Mas, apesar do nome ele era incrívelmente manso, o contrário de sua irmã, que acabou na casa de um outro nosso colega.
Minha gata atual se chama Letizia. Ela foi abandonada aqui e nos adotou à primeira vista e lembra em muitos aspectos o Padang.
Mas é sobre o Oscar que vou lhes contar.
Oscar é um gato de Providence, Rhode Island. Vive em um hospício, que é o nome que se dá aos hospitais que dedicam-se ao suporte a pacientes terminais ou de longa degência, desde filhote.
No hospício de Oscar se tratam pacientes dementes em estado avançado.
Oscar visita os pacientes todos os dias. Cada um deles.
Entra em seus quartos, cheira o ar.
E como se sentisse aqueles que estão prestes a morrer, Oscar lhes concede sua companhia, sua presença e seu calor, deitando-se no leito ao lado do moribundo e ali permanecendo irremovível até que morra.
No Steere House Nursing and Rehabilitation Center de Providence existe uma placa dedicada a ele: "For his compassionate hospice care, this plaque is awarded to Oscar the Cat."
Talvez seria bom se alguns humanos pudessem desenvolver, não a capacidade de predizer a morte, mas pelo menos a capacidade de compaixão e suporte.
A história de Oscar foi contada no New England Journal of Medicine e em muitas outras mídias.
Rubem Alves também o citou em uma crônica na Folha de S. Paulo.
Para quem quiser ir conferir:http://content.nejm.org/cgi/content/full/357/4/328
Desde menina.
Sempre quis um daqueles gatinhos pretinhos que jogavam no quintal da minha avó e ela nunca me deixou nem chegar perto.
Um dia ganhei um gato da Regina. Nós eramos estudantes de medicina e ele foi um grande companheiro naqueles anos.
O gato, que era marrom de uma cor linda até tomar seu primeiro banho ao chegar em casa, se demonstrou na realidade cinza tigrado e recebeu o nome pomposo de Padang Mauna Kea. Nome de praia e sobrenome de vulcão. Mas, apesar do nome ele era incrívelmente manso, o contrário de sua irmã, que acabou na casa de um outro nosso colega.
Minha gata atual se chama Letizia. Ela foi abandonada aqui e nos adotou à primeira vista e lembra em muitos aspectos o Padang.
Mas é sobre o Oscar que vou lhes contar.
Oscar é um gato de Providence, Rhode Island. Vive em um hospício, que é o nome que se dá aos hospitais que dedicam-se ao suporte a pacientes terminais ou de longa degência, desde filhote.
No hospício de Oscar se tratam pacientes dementes em estado avançado.
Oscar visita os pacientes todos os dias. Cada um deles.
Entra em seus quartos, cheira o ar.
E como se sentisse aqueles que estão prestes a morrer, Oscar lhes concede sua companhia, sua presença e seu calor, deitando-se no leito ao lado do moribundo e ali permanecendo irremovível até que morra.
No Steere House Nursing and Rehabilitation Center de Providence existe uma placa dedicada a ele: "For his compassionate hospice care, this plaque is awarded to Oscar the Cat."
Talvez seria bom se alguns humanos pudessem desenvolver, não a capacidade de predizer a morte, mas pelo menos a capacidade de compaixão e suporte.
A história de Oscar foi contada no New England Journal of Medicine e em muitas outras mídias.
Rubem Alves também o citou em uma crônica na Folha de S. Paulo.
Para quem quiser ir conferir:http://content.nejm.org/cgi/content/full/357/4/328
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Alergia aos celulares?
Hoje me chamou a atenção um artigo em um jornal italiano comentando o 84º congresso da Sociedade Italiana de Dermatologia Médica, Cirúrgica, Estética e Doenças Sexualmente Transmissíveis, a SIDeMaST, que se dará em Florença na semana que vem e um dos temas que serão abordados: a alergia a telefones celulares.
Na verdade são as nossas velhas conhecidas alergias ao níquel e ao cromo (embora menos frequente), que encontram-se presentes nas partes metálicas em pelo menos metade dos aparelhos no mercado, de acordo com uma pesquisa americana da Brown University de Rhode Island.
O grupo de risco é o dos adolescentes que os utilizam por mais de uma hora e meia por dia. Na Europa existem regras que regulamentam a presença deste metais em bijouterias, mas o mesmo não acontece para aparelhos celulares, que fojem das normativas vigentes.
Como cerca 20% da população é sensível a estes agentes, dermatites localizadas próximas ao pavilhão auricular podem ter esta etiologia. Os sinais são de uma dermatite clássica: vermelhidão, vesículas e prurido, alerta o Dr. Torello Lotti, presidente da International Society of Dermatology.
Para quem já sabe ser alérgico, o melhor é evitar os aparelhos com peças metálicas, ou usar "capas" para evitar o contato.
Bom mesmo é reduzir o uso do celular e usar o "viva voz". Bom para a saúde e para o bolso.
Na verdade são as nossas velhas conhecidas alergias ao níquel e ao cromo (embora menos frequente), que encontram-se presentes nas partes metálicas em pelo menos metade dos aparelhos no mercado, de acordo com uma pesquisa americana da Brown University de Rhode Island.
O grupo de risco é o dos adolescentes que os utilizam por mais de uma hora e meia por dia. Na Europa existem regras que regulamentam a presença deste metais em bijouterias, mas o mesmo não acontece para aparelhos celulares, que fojem das normativas vigentes.
Como cerca 20% da população é sensível a estes agentes, dermatites localizadas próximas ao pavilhão auricular podem ter esta etiologia. Os sinais são de uma dermatite clássica: vermelhidão, vesículas e prurido, alerta o Dr. Torello Lotti, presidente da International Society of Dermatology.
Para quem já sabe ser alérgico, o melhor é evitar os aparelhos com peças metálicas, ou usar "capas" para evitar o contato.
Bom mesmo é reduzir o uso do celular e usar o "viva voz". Bom para a saúde e para o bolso.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Hoje na Folha on line
"Substância tóxica é usada como alisador
Glutaraldeído está substituindo o formol no alisamento de cabelos; Anvisa permite seu uso apenas como conservante.
Especialistas constatam aumento de problemas devido ao uso inadequado de alisadores; glutaral pode provocar reações graves."
Este é o cabeçalho da reportagem de Gabriela Cupani, na Folha, sobre alisantes ande o formol foi substituído por glutaraldeído e o risco que estes agentes apresentam para a saúde de quem utiliza estes produtos. Infelizmente não posso reproduzir o texto aqui, mas trago um fragmento:
"Em altas dosagens, a substância pode causar queimaduras, dermatite química, inflamações, coceira, descamação e reações alérgicas graves.
A inalação pode provocar crises de bronquite e asma e, em casos extremos, a chamada pneumonia química (que pode levar à morte).
Assim como o formol, o glutaral é um conservante -e não um alisador- e só pode ser empregado em produtos cosméticos na concentração máxima de 0,1%."
Não creio necessário adicionar mais nada a respeito do agente em questão.
Acho sempre oportuno lembrar que produtos clandestinos e sem registro no MS (ANVISA) NUNCA devem ser aplicados em ninguém. Procurem sempre por produtos que tenham pelo menos passado por alguma forma de controle.
E se conselho puder servir, aprendam a gostar de vocês porque vocês têm valor, não porque têm um cabelo esticadinho. Valorizem as suas características, respeitem o seu corpo e sejam críticos.
Palavra de quem tem cabelo muito crespo (e muito fino).
Para ler a reportagem: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd0506200901.htm
Glutaraldeído está substituindo o formol no alisamento de cabelos; Anvisa permite seu uso apenas como conservante.
Especialistas constatam aumento de problemas devido ao uso inadequado de alisadores; glutaral pode provocar reações graves."
Este é o cabeçalho da reportagem de Gabriela Cupani, na Folha, sobre alisantes ande o formol foi substituído por glutaraldeído e o risco que estes agentes apresentam para a saúde de quem utiliza estes produtos. Infelizmente não posso reproduzir o texto aqui, mas trago um fragmento:
"Em altas dosagens, a substância pode causar queimaduras, dermatite química, inflamações, coceira, descamação e reações alérgicas graves.
A inalação pode provocar crises de bronquite e asma e, em casos extremos, a chamada pneumonia química (que pode levar à morte).
Assim como o formol, o glutaral é um conservante -e não um alisador- e só pode ser empregado em produtos cosméticos na concentração máxima de 0,1%."
Não creio necessário adicionar mais nada a respeito do agente em questão.
Acho sempre oportuno lembrar que produtos clandestinos e sem registro no MS (ANVISA) NUNCA devem ser aplicados em ninguém. Procurem sempre por produtos que tenham pelo menos passado por alguma forma de controle.
E se conselho puder servir, aprendam a gostar de vocês porque vocês têm valor, não porque têm um cabelo esticadinho. Valorizem as suas características, respeitem o seu corpo e sejam críticos.
Palavra de quem tem cabelo muito crespo (e muito fino).
Para ler a reportagem: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd0506200901.htm
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Dia Mundial do Meio Ambiente
Hoje é o dia do Meio Ambiente.
Hoje não vou dizer para vocês pensarem nos outros. Vou dizer para serem egoistas e pensarem a vocês próprios. Vocês estão em risco. Porque uma variação pequena, às vezes inaparente, pode trazer sérias consequências para você. Para a sua sobrevivência como ser individual, como espécie. Salvem a sua pele. Façam algo por vocês mesmos. Tomem uma atitude. Defendam a vida que é de vocês.
Pena que seja necessário um dia no ano para que percebamos que fazemos parte disso.
Essa coisa quase desconhecida, complexa e aparentemente fora de nós chamada "Ambiente".
Só que na verdade o ambiente é em nós, e nós só somos no ambiente. É uma coisa indissolúvel, uma parceria que resulta em vida.
Como parceria que de fato é, o dia do meio ambiente é hoje, agora. E todos os hojes de todos os dias.
http://www.unep.org/wed/2009/english/
Hoje não vou dizer para vocês pensarem nos outros. Vou dizer para serem egoistas e pensarem a vocês próprios. Vocês estão em risco. Porque uma variação pequena, às vezes inaparente, pode trazer sérias consequências para você. Para a sua sobrevivência como ser individual, como espécie. Salvem a sua pele. Façam algo por vocês mesmos. Tomem uma atitude. Defendam a vida que é de vocês.
Pena que seja necessário um dia no ano para que percebamos que fazemos parte disso.
Essa coisa quase desconhecida, complexa e aparentemente fora de nós chamada "Ambiente".
Só que na verdade o ambiente é em nós, e nós só somos no ambiente. É uma coisa indissolúvel, uma parceria que resulta em vida.
Como parceria que de fato é, o dia do meio ambiente é hoje, agora. E todos os hojes de todos os dias.
http://www.unep.org/wed/2009/english/
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Dopamina e interferentes hormonais
Os efeitos do 17beta-estradiol (E2) e de xenoestrógenos (XEs) no transporte da Dopamina pode ter implicações importantes na incidência de distúrbios neurológicos, especialmente naqueles relacionados a flutuação hormonal em certas faixas etárias nas mulheres.
Um grupo de pesquisadoras do Dept. de Biologia Molecular e Bioquímica da Universidade do Texas em Galveston desenhou um estudo que relacionou a atividade fisiológica da dopamina e a interferência endócrina ambiental por xenoestrógenos.
As autoras estudaram baixas concentrações de xenoestrógenos [dieldrin, endosulfan, o', p'-diclorodifenil-etileno (DDE), nonilfenol (NP), and bisfenol A (BPA)] no que diz respeito a atividades não genômicas através da ação em receptores estrogênicos (ERs).
As autoras encontraram atividade de interferência em todos os xenoestrógenos estudados em dadas concentrações .
Assim elas concluíram que baixas doses de contaminantes ambientais com ação nos receptores estrogênicos da membrana, podem alterar o padrão temporal do efluxo de dopamina e a passagem de seu carreador (DAT) e os receptores estrogênicos, levando a modificação na fisiologia celular e distúrbios de neurotransmissão.
A dopamina está relacionada a distúrbios do comportamento, transtornos afetivos, depressão, atimia, apatia, deficits de memória e concentração.
Alyea RA, Watson CS.
Differential regulation of dopamine transporter function and location by low concentrations of environmental estrogens and 17beta-estradiol.
Environ Health Perspect. 2009 May;117(5):778-83
O artigo completo gratuito pode ser descarregado deste link:http://www.pubmedcentral.nih.gov/picrender.fcgi?artid=2685841&blobtype=pdf
Um grupo de pesquisadoras do Dept. de Biologia Molecular e Bioquímica da Universidade do Texas em Galveston desenhou um estudo que relacionou a atividade fisiológica da dopamina e a interferência endócrina ambiental por xenoestrógenos.
As autoras estudaram baixas concentrações de xenoestrógenos [dieldrin, endosulfan, o', p'-diclorodifenil-etileno (DDE), nonilfenol (NP), and bisfenol A (BPA)] no que diz respeito a atividades não genômicas através da ação em receptores estrogênicos (ERs).
As autoras encontraram atividade de interferência em todos os xenoestrógenos estudados em dadas concentrações .
Assim elas concluíram que baixas doses de contaminantes ambientais com ação nos receptores estrogênicos da membrana, podem alterar o padrão temporal do efluxo de dopamina e a passagem de seu carreador (DAT) e os receptores estrogênicos, levando a modificação na fisiologia celular e distúrbios de neurotransmissão.
A dopamina está relacionada a distúrbios do comportamento, transtornos afetivos, depressão, atimia, apatia, deficits de memória e concentração.
Alyea RA, Watson CS.
Differential regulation of dopamine transporter function and location by low concentrations of environmental estrogens and 17beta-estradiol.
Environ Health Perspect. 2009 May;117(5):778-83
O artigo completo gratuito pode ser descarregado deste link:http://www.pubmedcentral.nih.gov/picrender.fcgi?artid=2685841&blobtype=pdf
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
Temporariamente kaput!
Gente, meu PC pifou. O HD entrou em pane e se recusa a funcionar. Portanto até que as coisas se reestabeleçam, estarei temporariamente indisponível.
Quando tudo voltar ao normal, respondo as pendências.
Obrigada pela paciência.
Quando tudo voltar ao normal, respondo as pendências.
Obrigada pela paciência.
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