Enquanto escrevo vejo no Globo Esporte uma série de "stunt mans", ou seja, dublês de corpo.
Me desculpem, são todos profissionais de altíssimo nível e especialização. Não vai para eles a crítica, mas confesso que me incomodou a matéria.
Tenho muitos sobrinhos adolescentes e certas imagens excitam a imaginação.
Vejo um dos dublês que se joga de 20 metros de um paredão de pedra, vejo outro que cai de cavalos em movimento, outro que rola de uma escadaria... tudo muito técnico. Mas na cabeça da molecada vendo isso fica a idéia de que seria uma coisa legal fazer também. O comentário: "-Eu também sei rolar de escada, hahaha".
Talvez porque tenha cuidado de tantos politraumatizados, inclusive gente que se machucou gravemente caindo de cavalo com sequelas definitivas, achei que faltou na matéria uma advertência.
Então, já que não foi dito, digo eu: estas coisas são para PROFISSIONAIS, não é para qualquer um não.
É necessário técnica e muito treino. Não é para copiar. Não é para se jogar de alturas em cima de caixas de papelão vazias. Não é para se jogar de veículos em movimento, independente da tração.
Conselho da titia: se você quiser se tornar um dublê, existem escolas especializadas. Não vá fazendo o que foi visto na matéria de qualquer jeito, só pra provar que você consegue.
Para discutir "body burden", disruptores hormonais, contaminação química ambiental e outras "cositas más"... Para desabafar, falar da vida, de qualidade de vida, de sobrevivência. Para falar de beleza, de limpeza,de saúde, de futuro com quem realmente se importa.
domingo, 6 de julho de 2008
sábado, 5 de julho de 2008
Tinturas e câncer de bexiga
Embora ainda seja um tema controverso, dois recentes artigos associam a exposição a tintas e o aumento da incidência de tumores de bexiga.
Os dois estudos foram conduzidos em áreas bem diferentes do planeta, um na Alemanha e outro na Nova Zelândia. São observações epidemiológicas interessando grupos profissionais específicos como cabelereiros e pintores.
Em ambos os estudos, os autores encontraram significativa associação linear entre a exposição e a frequência aumentada para este tipo de tumor.
Para saber mais:
Golka K, Heitmann P, Gieseler F, Hodzic J, Masche N, Bolt HM, Geller F. Elevated bladder cancer risk due to colorants--a statewide case-control study in north Rhine-Westphalia, Germany. J Toxicol Environ Health A. 2008;71(13-14):851-5.
Dryson E, 't Mannetje A, Walls C, McLean D, McKenzie F, Maule M, Cheng S, Cunningham C, Kromhout H, Boffetta P, Blair A, Pearce N. Case-control study of high risk occupations for bladder cancer in New Zealand. Int J Cancer. 2008 Mar 15;122(6):1340-6.
Os dois estudos foram conduzidos em áreas bem diferentes do planeta, um na Alemanha e outro na Nova Zelândia. São observações epidemiológicas interessando grupos profissionais específicos como cabelereiros e pintores.
Em ambos os estudos, os autores encontraram significativa associação linear entre a exposição e a frequência aumentada para este tipo de tumor.
Para saber mais:
Golka K, Heitmann P, Gieseler F, Hodzic J, Masche N, Bolt HM, Geller F. Elevated bladder cancer risk due to colorants--a statewide case-control study in north Rhine-Westphalia, Germany. J Toxicol Environ Health A. 2008;71(13-14):851-5.
Dryson E, 't Mannetje A, Walls C, McLean D, McKenzie F, Maule M, Cheng S, Cunningham C, Kromhout H, Boffetta P, Blair A, Pearce N. Case-control study of high risk occupations for bladder cancer in New Zealand. Int J Cancer. 2008 Mar 15;122(6):1340-6.
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Antonello Venditti!! Roma sei splendida.....
Perché mi manchi, con tutto quello che sei: grandiosa, difficile, capricciosa, capocciona...Splendida Roma. Ti mando un bacio col cuore.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Ingrid Betancourt está LIVRE!
Meses atrás postei sobre Ingrid Betancourt. Fico feliz com o bom resultado, com sua liberdade e lhe desejo sorte. Que ela possa superar junto a quem lhe ama o difícil período de readaptação.
Força, Ingrid! Muita gente no mundo todo torce por você.
Força, Ingrid! Muita gente no mundo todo torce por você.
"Sleep through the static"
Bem, o cara era surfista. Agora é músico. O rei do "mellow".
Vive no Hawaii, nada mal.
Jack Johnson, no entanto está fazendo mais. No seu álbum, cujo título é o do post, faz um trabalho bem interessante de preservação ambiental.
Toda a registração foi feita com energia solar. O cara é engajado em campanhas de educação ambiental e motiva as platéias para serem mais conscientes.
Validíssimo, em especial para a moçada.
E o som?
É "cool". Como o dos álbuns anteriores.
Coisa para quem quer um pouco de tranquilidade e uma certa inocência, uma baladinha básica no meio do trânsito, desejando a praia e o balanço da rede, pés descalços e um pouco da juventude perdida,...
Mesmo para quem nunca sonhou o Hawaii.
Vive no Hawaii, nada mal.
Jack Johnson, no entanto está fazendo mais. No seu álbum, cujo título é o do post, faz um trabalho bem interessante de preservação ambiental.
Toda a registração foi feita com energia solar. O cara é engajado em campanhas de educação ambiental e motiva as platéias para serem mais conscientes.
Validíssimo, em especial para a moçada.
E o som?
É "cool". Como o dos álbuns anteriores.
Coisa para quem quer um pouco de tranquilidade e uma certa inocência, uma baladinha básica no meio do trânsito, desejando a praia e o balanço da rede, pés descalços e um pouco da juventude perdida,...
Mesmo para quem nunca sonhou o Hawaii.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
A ilha de plástico e o efeito boomerang
Você sabia que no Oceano Pacífico existe uma "ilha de plástico" quase do tamanho de dois Estados Unidos?
O oceanógrafo que a descobriu, Charles Moore, calcula cerca de 100 milhões de toneladas de resíduos de plástico flutuando a cerca de 500 milhas nauticas da costa da Califórnia.
Na verdade, não é uma ilha como a gente imagina, sólida, que se possa caminhar, é como uma sopa de plástico. Está situada dos dois lados das ilhas Hawaii, em duas regiões onde as correntes marinhas carregam estes resíduos, conhecidas como a North Pacific Gyre, a Lixeira do Grande Pacífico, ou o vórtice do lixo, e continua a aumentar, podendo até dobrar de tamanho na próxima década.
Cerca um quinto do lixo, que inclui de tudo, desde bolas de futebol, brinquedos até kaiaks e sacolinhas de plástico, vem de navios, o resto vem da terra firme. Pense que cada objeto de plástico que caiu no mar nos últimos 50 anos PERMANECE LÁ, EM ALGUM LUGAR.
Acredita-se que o plástico seja cerca de 90% de todo o lixo flutuante nos oceanos e constitui a causa mortis de mais de um milhão de pássaros marinhos e cerca de 100.000 mamíferos marinhos. E se encontra de tudo nos estômagos destes animais, seringas, escovas de dentes, isqueiros, copinhos de plástico e garrafas PET.
Esta massa de plástico circulante é um risco também para humanos pois a fragmentação em pequenos pedaços libera os nossos já conhecidos contaminantes que acabam por entrar na cadeia alimentar e fazer parte de nosso jantar, e consequentemente de nós também.
Este tema foi tratado pelo "The Independent" ( de onde provém a imagem, http://www.independent.co.uk/environment/the-worlds-rubbish-dump-a-garbage-tip-that-stretches-from-hawaii-to-japan-778016.html) e pela RAI em reportagem recente.
Mas não pensem que estas áreas se limitam somente ao oceno Pacífico. Todos os mares do mundo possuem áreas de vórtice, onde as correntes giram sobre elas mesmas e levam a uma estagnação dos materiais. Inclusive o Oceano Atlântico.
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