segunda-feira, 24 de março de 2008

Brinquedo e segurança 2

Caros, trago um link fantástico para quem tem filhos pequenos e compra brinquedos. Considerando que hoje o mercado é global e muitas marcas e modelos são distribuídos em todo o planeta, o site HEALTHY TOYS traz uma descrição da análise de cada brinquedo (do mercado americano) com seus componentes tóxicos.
Infelizmente não declara se os brinquedos contendo PVC ou clorinas, são contaminados por ftalatos, mas já é um bom referencial e uma boa pista, pois é um ingrediente para ser evitado.
O link é: http://www.healthytoys.org/ e vou colocá-lo na barra ao lado para facilitar.
Não deixem de consultá-lo quando tiverem a oportunidade.
Lembrem-se, brincar ajuda a crescer.
Que pelo menos nossos filhos possam crescer um pouco mais protegidos.

Brinquedo e segurança 1

Esta foi por conta de uma reportagem do ano passado que li com atraso num consultório.
Na Isto É Dinheiro de Setembro de 2007, sobre um recall de brinquedos de uma grande multinacional, o principal executivo no Brasil da mesma empresa na sua entrevista declara o seguinte:"
(...) No Brasil, os produtos com excesso de chumbo são 7056 unidades o que equivalem a 0,01% das vendas. Imagine fechar uma companhia totalmente porque 0,01% tem risco muito baixo de gerar perigo para o consumidor"...
...falando de um outro recall de outra multi:" o risco pode ser maior do que produtos contendo pequeno excesso de chumbo."
Gente, fiquei indignada! Pequeno excesso de chumbo???
Qualquer excesso de chumbo é perigoso, principalmente se um daqueles 7056 brinquedinhos foram parar na mão dos nossos filhos.
Se vê porque para dirigir uma empresa se estuda Administração e não Toxicologia.
Recomendo que ele se ilustre consultando o MEDLINE. O megatermo é "LEAD toxicity".

sábado, 22 de março de 2008

Sacos, sacolas e saquinhos

O Alexandre Mansur, do Blog do Planeta, me pediu para postar aqui sobre sacolas reutilizáveis, coisa que aliás acho uma coisa praticíssima, desde que você se programe e se habitue a tê-las sempre à mão.
No Blog eles comentavam, num texto da jornalista Lia Bock, que muitas das sacolas de algodão cru não são de boa qualidade e acabam por não durarem o suficiente para cumprirem sua função.
Bem, para começar o algodão não me parece uma fibra adequada por uma série de motivos. A começar porque é uma fibra pouco ecoamigável. Muitos ao ler isto vão dar um pulo na cadeira, mas pensem que as culturas de algodão sozinhas consomem em 2% de território global um quarto de todos os agrotóxicos do planeta, e só isto já é um bom motivo para se preferir fibras alternativas. Mas quais?
Visto que é só um meio de transportar produtos, a sacola deve possuir algumas características: ser resistente, duradoura, ter capacidade de conter o que vai ser transportado e preferivelmente ser impermeável.
Dito isto podemos pensar em duas soluções: sacolas de fibras naturais, de fonte renovável, e neste caso acredito que a fibra de cânhamo seja infinitamente superior ao algodão, cestas de fibras como bambú, que são muito resistentes, mas não necessariamente são sacolas,
ou ainda usarmos fibras sintéticas recicladas. Para isto a fibra resultante de reciclagem de garrafas PET, ou seja poliester, poderia ser uma ótima escolha, pois o impacto ambiental seria baixo, a durabilidade prolongada e com isto o resultado seria um produto de excelente performance e ambientalmente adequado.
O Alexandre me pergunta se já fiz utilizando PET reciclado. A resposta é: ainda não, mas está na pauta de desenvolvimento. E se alguém quiser aproveitar a sugestão, sinta-se à vontade.
O que usamos nas nossas sacolas atualmente é papel reciclado, pelo menor tempo de degradabilidade ambiental e baixo resíduo no compost.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Páscoa de Luz!




Esta imagem que vocês vêem é a promessa de uma nova vida. A promessa de eternidade, de divino.
Muitos não a reconhecem, vêem somente manchas em preto e branco.
Mas aí está uma vida em toda a sua plenitude, em todas as suas cores e nuances.
Cada criança neste planeta, cada semente que germina, cada sopro de vida traz com ela uma nova esperança.
Mas traz também responsabilidades com esta nova vida.
Que a Páscoa traga uma maior compreensão em cada um de nós, mais equilíbrio, mais compromisso.
E como um parto, seja verdadeira passagem para uma realidade nova e cheia de possibilidades.
Que ela represente para todos um renascer para um futuro de luz.

Boa Páscoa, para todos!
Imagem: Rafaela, por C&MM. Que você venha para um mundo de luz! Beijos...

sábado, 15 de março de 2008

Na semana passada fomos assaltados.

Foi uma crise, um susto, mas que no fim das contas serviu a me fazer tomar decisões pendentes já de alguns meses. Às vezes as crises podem realmente ser oportunidades. Oportunidades de parar e ouvir o que você tem a dizer a você mesmo, a reavaliar a realidade, a rever posições e perspectivas. Crises fazem crescer. E é o que faremos, vamos ter a coragem de crescer.

capture the wind

Ele pode fazer mais por você do que apagr suas velinhas...

terça-feira, 11 de março de 2008

Água contaminada nos EUA

Nos EUA as pessoas ficaram chocadas ao descobrir que bebem água cheia de resíduos de remédios. Isto porque nem tudo o que a gente usa fica na gente. Uma boa parte sai sem nem ter sido metabolizada, outra sai como metabólitos da substância original. Mas sai. E vai parar na água, no solo, no ambiente. Resumindo, a gente acaba bebendo de novo o que não foi removido pelo sistema de filtragem.
Ah, precisa também lembrar que água não pára na fronteira e poluição não precisa de passaporte.
Vale também recordar que a notícia não é tão nova assim. Já em 2002 a coisa rolava solta:

Pharmaceuticals, hormones, and other organic wastewater contaminants in U.S. streams, 1999-2000: a national reconnaissance.
Kolpin DW, Furlong ET, Meyer MT, Thurman EM, Zaugg SD, Barber LB, Buxton HT.
US Geological Survey, Iowa City, Iowa 52244, USA. dwkolpin@usgs.gov
To provide the first nationwide reconnaissance of the occurrence of pharmaceuticals, hormones, and other organic wastewater contaminants (OWCs) in water resources, the U.S. Geological Survey used five newly developed analytical methods to measure concentrations of 95 OWCs in water samples from a network of 139 streams across 30 states during 1999 and 2000. The selection of sampling sites was biased toward streams susceptible to contamination (i.e. downstream of intense urbanization and livestock production). OWCs were prevalent during this study, being found in 80% of the streams sampled. The compounds detected represent a wide range of residential, industrial, and agricultural origins and uses with 82 of the 95 OWCs being found during this study. The most frequently detected compounds were coprostanol (fecal steroid), cholesterol (plant and animal steroid), N,N-diethyltoluamide (insect repellant), caffeine (stimulant), triclosan (antimicrobial disinfectant), tri(2-chloroethyl)phosphate (fire retardant), and 4-nonylphenol (nonionic detergent metabolite). Measured concentrations for this study were generally low and rarely exceeded drinking-water guidelines, drinking-water health advisories, or aquatic-life criteria. Many compounds, however, do not have such guidelines established. The detection of multiple OWCs was common for this study, with a median of seven and as many as 38 OWCs being found in a given water sample. Little is known about the potential interactive effects (such as synergistic or antagonistic toxicity) that may occur from complex mixtures of OWCs in the environment. In addition, results of this study demonstrate the importance of obtaining data on metabolites to fully understand not only the fate and transport of OWCs in the hydrologic system but also their ultimate overall effect on human health and the environment.